sexta-feira, 30 de abril de 2010

Instalação

Opção de gaiola para um casal – 1m X 0,4m X 0,5m (comprimento, largura e altura). Um ninho de madeira do lado de fora compondo uma caixa horizontal com 20 x 20 cm de frente, de preferência com uma entrada redonda e 35 cm de comprimento. Dois poleiros de diâmetros diferentes, variando de 1,5 a 2,5 cm, instalado em quarto ou galpão ventilado, mas sem correntes de ar. Localização protegida de ventos frios (sul) por paredes, quebra-ventos, cercas vivas etc. e de forma a receber o sol da manhã.
Já os viveiros devem ter de 3 x 1 x 2 m para 1 ou 2 casais e de 4 x 3 x 2 m para os filhotes. Podem ser de tijolos de barro rebocados, de alvenaria, de placas de cimento, de blocos de cimento revestidos de argamassa, com cobertura de telhas de cerâmica em 1/3 do viveiro, protegendo os comedouros e ninho, tela galvanizada de cerca de ½ polegada e fio 18. Piso de concreto com escoamento para água. Dois poleiros de madeira, vasilhas de barro ou louça e uma separada para tomar banho. A ventilação e o recebimento da luz do sol devem ser idênticas as das gaiolas.
Poleiros de plástico são preferidos à poleiros de madeira, pois elas podem roer a madeira e algum pedaço provocar perfurações no aparelho digestivo, mas isso não é muito comum.

  • Observação: Há uma gaiola própria para calopsita, chamada Capitólio, da Mônaco. Facilmente encontradas em pets grandes como Pet Center Marginal, Cobasi, etc. Abaixo tem uma imagem dela, podendo ficar aberta ou fechada:

Gaiola Calopsita Capitolio - Monaco

Banho

O banho é parte da atividade diária de muitas aves desde os pombos aos periquitos, claro se lhes permitirmos ter onde se banharem tem um papel grande em incentivar a atividade normal de limpeza. No entanto muito poucos pássaros apreciam fisicamente ser colocados na água do banho e serem lavados pelos seus donos. Estão habituados por instinto, no entanto a fazer a sua higiene pessoal onde têm possibilidade.
A quase totalidade dos periquitos que vivem nas nossas gaiolas nunca teve essa oportunidade exatamente por os locais onde se encontra a sua água não serem de molde a permitir que eles se mergulhem na mesma por completo. O primeiro passo será arranjar uma "banheira" adequada à ave e que incentive o seu banho regular. É mencionado que o banho torna as aves mais vulneráveis, isso é falso, as aves não devem isso sim estar diretamente sob o sol ou em zonas de correntes de ar. Um banho de água á temperatura ambiente é o melhor que elas podem desejar.
Não existem muitas "banheiras" disponíveis no nosso país, mas pode-se improvisar uma. Um prato pequeno, ligeiramente fundo com um espelho no fundo. Geralmente as aves fazem a inspeção do mesmo durante somente uns 3 dias antes de saltarem para dentro e começarem a fazer o seu banho diário. No inverno o banho pode continuar. Tão somente em conta que as aves na época frias NÃO devem estar colocadas em varandas ou em locais frios como foi referida.
Se a sua gaiola não tiver espaço suficiente para a "banheira" note que a jaula será demasiado pequena para as aves viverem confortavelmente. Com certeza não gostaria de passar a sua vida num espaço onde mal pudesse dar 4 ou 5 passos. Com as aves é o mesmo. Compre uma gaiola maior e se possível junte um ninho por uma questão de espaço adicional e proteção.
Pode ainda colocar um chuveiro, um grupo de folhas de alface ou espinafres bem encharcados onde a ave irá esfregar-se contente além de dar algumas bicadas. O gotejar constante é bastante agradável para as aves de pequeno porte.
Além de ser uma boa forma de satisfazer a ave contribui bastante para a sua higiene e limpeza e mesmo para a dos donos com problemas do foro respiratório, pois diminui a disseminação de poeiras.

Corte das Asas





A melhor opção para ensinar alguns truques ás aves é cortar-lhes as asas. Esse método de condicionamento permite em primeiro lugar maior segurança. Um outro motivo para isso é controlar na ave o instinto de voar, que é tão grande que supera muitas vezes o momento de alguns ensinamentos. Uma vez que a ave aprendeu a voar, é muito mais prazeroso e interessante para ela fazer isso do que atender a sua solicitação de subir no dedo ou ficar no ombro, por exemplo. Voar para ela vai ser a lição principal! Sendo assim, o corte das asas logo no início dos ensinamentos abranda este instinto. Quero salientar que esta é apenas uma necessidade inicial, após ter conseguido seus objetivos com a ave, nada impede que você deixe as asas crescerem para que ela voe normalmente.
Esta falta de percepção de vôo permite que a ave fique condicionada a lhe acompanhar em ambientes que dificilmente seria possível se ela percebesse a capacidade de voar.
Para impedir que o pássaro voe, é preciso cortar algumas penas de vôo. Essa medida permite que você lhe dê mais liberdade fora da gaiola, sem se preocupar o tempo todo com uma possível fuga. Outra vantagem é impedir que se choque contra uma parede ou janela, ou provoque algum acidente (como cair na água ou no fogo).
O corte das penas não causa dor, embora não gostem muito. Fica muito mais fácil cortar as asas se você tiver a ajuda de outra pessoa. Pegue a calopsita pelas costas, segurando firmemente, mas com cuidado, de modo que os pés fiquem para fora. Se ela tentar bicar, coloque o polegar em um lado e o dedo indicador do outro lado da cabeça, ou utilize uma luva de raspa de couro. Com cuidado, estenda uma asa e com uma tesoura corte as penas primárias de vôo (observe na figura abaixo a linha correta de corte), começando pela ponta da asa.
Corte aproximadamente a metade da pena, corte 7 ou 8 penas, de apenas uma das asas. Ao podar as asas, preste atenção nas novas penas que estão vindo: elas ainda tem uma cobertura primária (camada de queratina) e por isso são diferentes. Tome cuidado para não cortá-las, pois elas irão sangrar.
Caso isso aconteça, aperte a pena perto da pele com uma pinça e puxe-a. Com uma gaze, pressione o ferimento (o sangue pode gotejar), coloque um pouco de pó anti-hemorágico (pó de café também é usado) ou band-aid e mantenha o pássaro quieto por alguns minutos, para que ele não bata as asas e reabra o ferimento.

Controle a temperatura dentro de casa

Se possuir ar condicionado nunca coloque a sua ave junto ao local onde sai ar fresco. As aves têm alguma capacidade de se adaptar a variações suaves de temperatura, pelo que se as expuser a demasiado frio poderão adoecer. Programe o ar condicionado para uma temperatura ambiente normal e constante. Se não possui ar condicionado e a sua casa é muito quente no Verão, há um conjunto de ações a tomar:
  • Feche as cortinas e reposteiros em todas as divisões da casa mesmo àquelas onde a sua ave não se encontra;
  • Evite desenvolver atividades que produzam calor (cozinhar por ex.) nos períodos mais quentes do dia;
  • Ao cair da noite, quando começa a baixar a temperatura, abra as janelas para que surja uma leve corrente de ar que refresque a casa;
  • Retire a cobertura da gaiola da sua ave para que haja alguma ventilação;
  • Verifique várias vezes se a sua ave tem água fresca suficiente;
  • Afaste a gaiola das janelas ou de locais que possam ser atingidos diretamente pelo sol.

O que devo levar na viagem com minha calopsita?

  • Uma gaiola para manter a ave durante a estadia no local de destino.
  • Comida suficiente para a viagem (e mais se no destino não puder adquirir)
  • Água fresca para toda a viagem
  • Recipientes para a comida e água
  • Brinquedos habituais
  • Medicamentos recomendados pelo veterinário
  • Material para a higiene e cuidados do animal (cotonetes, corta-unhas especial para aves)
  • Estojo de primeiros socorros
E boa viagem!

Amansamento e Bicadas

Antes de tudo, as calopsitas bicam. É a forma que elas têm de conhecer e experimentar tudo ao seu alcance. Muitas vezes bica e utiliza a língua junto, para sentir o gosto. Outras vezes bicam levemente e repetidamente, em um ato de carinho. E, geralmente, antes de uma bicada mais forte, ela grita e avisa!
Calopsitas mansas raramente bicam com força e, no manuseio de calopsitas bravas, pode ser necessária uma luva, apesar do que não é das piores bicadas...
Se desde filhotes são alimentadas e manuseadas, se acostumam e ficam dóceis, chegando a pedir “cafuné”. Entretanto, quando se adquire uma mansa, pode levar algum tempo até ela se acostumar com o novo dono e o novo ambiente.
Com paciência, presença constante e falando com ela, aos poucos ela vai se acostumando, mesmo reclamando, que se pegue nela.
Uma técnica muito comum é sempre deixar o poleiro em nível mais baixo, de forma que se aproxime para manusear vindo de cima.
Com uma calopsita brava, após ela se acostumar ao dono sempre dando comida, é possível atraí-la para vir comer do lado de fora. Nessa hora, com a gaiola no chão, aproxime a mão por sobre ela, lentamente, até o momento em que ela se entregar. Pronto. A partir daí a interação só irá aumentar.
Não há uma regra que sempre funcione para o amansamento. O relacionamento entre o dono e a ave é muito sutil, mas definitivamente ela é assustadiça: evite berros, movimentos bruscos e demonstre sempre carinho.

Boa sorte!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Como Escolher uma Ave Saudável?

Para escolher uma ave saudável há alguns parâmetros a observar. Podemos destacar os seguintes:

  • A aparência da ave à distância; o ideal é aproveitar quando a ave ainda não se apercebeu da presença de um novo elemento no meio que a rodeia (as aves têm uma capacidade extraordinária para ocultar sintomas de doença);
  • Que posição toma a ave no poleiro: está alerta, observa com atenção tudo o que se passa em redor e são visíveis pernas e garras ou pelo contrário está parada com as penas enrufadas e apoia todo o corpo no poleiro;
  • A ave respira normalmente, ou seja, os movimentos respiratórios são imperceptíveis ou apresenta dificuldades (respira com o bico aberto ou todo o corpo acompanha os movimentos respiratórios);
  • Observar com atenção o local onde a ave vive: é uma jaula ou um poleiro (se se trata de este último verificar se está seguro através de uma anilha num dos membros inferiores e em que estado esta se encontra);
  • Que tipo de alimento tem na jaula: são biscoitos formulados para aves, uma dieta caseira composta por uma variedade grande de vegetais e frutos ou é uma dieta pobre, deficitária de apenas um elemento - sementes de girassol;
  • O tipo de dejeções que se encontra no fundo da jaula. Devem ser compostas por três porções: uma porção líquida (urina), uma porção sólida de cor variável entre o castanho e o verde (fezes) e uma porção branca (uratos);
  • Quando a proximidade permite, que tipo de comportamento tem o animal em resposta à nossa presença: interessado e procura de imediato relacionamento, curioso e retraído, assustado e afastando-se ligeiramente, ou totalmente em pânico gritando e em posição de defesa;
  • Observar cuidadosamente: o estado das penas (devem estar limpas, alinhadas, apresentando a coloração normal da espécie, não devem apresentar bandas negras horizontais, nem parecerem "mastigadas" ou mesmo arrancadas);
  • Os olhos devem estar brilhantes, sem secreções ou edemas; o bico deve encontrar-se liso e de tamanho normal e as narinas desobstruídas;
  • As asas devem ser iguais entre si e apoiadas no corpo acompanhando a silhueta da ave;
  • A cauda deve ter penas limpas de fezes ou alimento e acompanhar também a silhueta do animal;
  • As patas devem apresentar-se sem edemas ou inflamações (observar com especial cuidado as articulações), as escamas não devem estar levantadas ou demasiado sujas e as unhas devem apresentar um crescimento normal. Se for possível observar a zona que apoia no poleiro, esta deve ter uma pele lisa, sem quaisquer lesões ou edemas.